domingo, 24 de janeiro de 2010

Português - Farsi

A língua persa, persa moderno, parse ou farsi (فارسی, fārsī, ou پارسی, pārsī) pertence ao grupo indo-iraniano da família das línguas indo-europeias, e é falada no Irão, Afeganistão, Tadjiquistão, Uzbequistão, Bahrein, Iraque, Azerbaijão, Arménia, Geórgia, sul da Rússia e nas regiões vizinhas. Nos três primeiros países, tem status de língua oficial.
Tem origem no persa antigo, utilizado no período aqueménida, e do persa médio, falado no período sassânida.
É falada por mais de 60 milhões de pessoas no Irão e por cinco milhões no Afeganistão. Fārsī é a atual designação local do idioma e originou-se da forma arábica usada para expressar pārsī, que era o nome dado pelos iranianos ao seu próprio idioma - já que a língua árabe não contém o fonema.

Enquanto o persa iraniano é conhecido como fārsī ou pārsī (parse ou pársi em português), o persa afegão é denominado dari (que deriva do persa aracaico, falado na corte, no tempo dos imperadores aqueménidas). Actualmente, o farsi e o dari são escritos numa variante do alfabeto árabe. Já o persa falado no Tadjiquistão, o tadjique, é escrito em alfabeto cirílico.
Apesar de utilizar uma forma do alfabeto árabe, o persa é um idioma completamente diferente do árabe, que é do ramo semita das línguas afro-asiáticas, enquanto o persa pertence à família indo-europeia, com gramática e fonologia completamente diversas. O persa é uma língua do tipo "sujeito-objeto-verbo".

Aqui pode-se ver uma pequena tradução de frases mais básicas em português e a sua equivalência em língua farsi:

* Bom Dia - Sobh Bekheir

* Boa Noite - Shab Bekheir

* Olá - Salam

* Sim - Bale

* Não - Na

* Obrigado - Merci

* Por Favor - Loftan

* Como está? - Chetori?

* Seja Benvindo - Khosh omadi

* O meu nome é... - Esma man...

* Esquerda - Chap

* Direita - Rast

* Adeus - Khodahafez

* Prazer em conhecê-lo - Kosh vaghtan

* Como se chama? - Esma shoma chieh?

* Socorro - Komak

* Um - Yek

* Dois - Doh

* Três - Seh

* Quatro - Chahar

* Cinco - Panj

* Seis - Shesh

* Sete - Haft

* Oito - Hasht

* Nove - Noh

* Dez - Dah

* Segunda-Feira - Doh Shambeh

* Terça-Feira - Seh Shambeh

* Quarta-Feira - Chah Shambeh

* Quinta-Feira - Panj Shambeh

* Sexta-Feira - Joneh

* Sábado - Shambeh

* Domingo - Yek Shambeh

Fonte: Wikipédia

sábado, 2 de janeiro de 2010

A vivência em condomínio

A construção de prédios submetidos ao regime de propriedade horizontal constitui uma das formas de maximizar o número de construção de fogos, tendo em atenção as áreas disponíveis para a construção, e de certa forma, permite ao promotor imobiliário a obtenção de uma interessante contra partida financeira.
Não é pois novidade, muito menos para nós que em Portugal tenha assistido a uma desmesurada e desordenada construção de prédios em altura, muitas das vezes de qualidade duvidosa.
A implantação dos edifícios não teve em atenção um ordenamento paisagístico que tornasse essas zonas agradáveis e funcionais. Pelo contrário, temos autênticas selvas de betão, grandes áreas com uma concentração de prédios que tornam a vida de quem lá habita desconfortável e muitas das vezes insuportável.
Compra de uma fracção
A opção pela compra de uma fracção tem invariavelmente a ver com a capacidade económica de quem procura um espaço para habitar/trabalhar, sendo na maioria dos casos a opção mais económica face à aquisição de um prédio em propriedade plena. Após a difícil escolha da habitação/espaço comercial e concluídas as formalidades para a sua aquisição, o novo proprietário vai deparar-se com uma realidade por vezes algo desconhecida, que é a existência de partes do edifício que são propriedade de todos os donos das fracções que compõem a totalidade da propriedade horizontal.
Participar em assembleias
E vai constatar a obrigação de participar em assembleias onde se discutirá, entre outros assuntos, o destino, o modo de conservação e reparação das mesmas. E muitas das vezes terá a desagradável surpresa de assistir a uma votação que lhe parece absurda ou totalmente contrária aos seus interesses. Quem adquire uma fracção parece interiorizar que a mesma não necessita de quaisquer obras ou intervenções, mantendo-se como que inalterada ao longo dos tempos.
Em regra, qualquer edifício necessita de contratar a limpeza das áreas comuns, proceder à manutenção dos elevadores, contratar um seguro colectivo que cubra, no mínimo, o risco de incêndio e muitas outras despesas de acordo com a realidade e configuração do edifício.
Administração de condomínio
Logo à partida, ou na constituição de uma administração de condomínio, surgem tantos e infindáveis conflitos entre os proprietários das diversas fracções que a vivência em condomínio se torna insuportável, obrigando muitas das vezes a que se procure uma outra habitação.
O espírito de quem adquire uma fracção associado a um crescente endividamento das famílias, faz com que, em regra, se não consiga proceder ao pagamento dacomparticipação das despesas comuns, obrigando o condomínio a atrasar pagamentos aos seus fornecedores e muitas das vezes a suspender obras urgentes e necessárias à conservação do edifício.
Aumento de conflitos
Os tribunais (e centros de arbitragem) têm assistido a um aumento de conflitos nesta área, sendo cada vez mais frequente ao condomínio recorrer à via judicial (ou à arbitragem) para obter a cobrança coerciva das comparticipações para as despesas comuns ou outros conflitos sobre a utilização das partes que a todos pertencem.
Os conflitos, os problemas, as atitudes dos vizinhos, a falta de tempo para lidar com os assuntos do condomínio levam a procurar um administrador "profissional" que chame a si a responsabilidade de resolver todas as situações respeitantes ás partes comuns do prédio.
Na verdade, assistimos nos últimos anos a um aumento de empresas e particulares que se dedicam, de forma remunerada, a administrar condomínios, publicitando a oferta de um sem número de serviços.
Não é menos verdade que após um determinado período de administração por parte desses "profissionais", constatamos que o caixa não tem dinheiro, que grande parte das despesas não foram pagas e que o "nosso" administrador já não atende o telefone, e, por acaso, encerrou o seu estabelecimento.
Instituto da Construção e do Imbiliário
A actividade de administração de condomínios não depende ainda do alvará ou licença, embora o Instituto da Construção e do Imobiliário (INCI) tenha procurado desenvolver um projecto de regime jurídico que estabeleça regras para exercício de tal actividade.
Viver em condomínio exige de todos a consciência da obrigação de serem observadas as regras de boa convivência e respeito mútuos, e ainda a sorte de contar com os préstimos de um verdadeiro administrador que compreenda e desempenhe as suas funções.
Fonte: Revista CAIS Nov/09 - Texto de Juvenal Viana (Advogado)

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Reflexões...

"Quando me amei de verdade, percebi que a minha mente me pode atormentar e decepcionar. No entanto quando a coloco ao serviço do meu coração, ela se torna uma grande e valiosa aliada. Tudo isto é saber viver."
Charles Chaplin
"A mente que se abre a uma nova ideia, jamais volta ao seu tamanho original."
Albert Einstein
"Os homens são como os tapetes, ás vezes precisam de ser sacudidos."
Provérbio Persa
"A melhor coisa que podes fazer por uma pessoa, é inspirá-la."
Bob Dylan

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

A Floresta no Distrito de Portalegre

Sendo Portalegre o distrito mais a Norte do Alentejo, naturalmente que as produções florestais assumem aqui um papel determinante no rendimento da terra, tendo por isso uma importância muito relevante, nos interesses sócio-económicos instalados.
No entanto e quase por contradição é também nas explorações agro-florestais com mais cortiça que absentismo, quero nível do aproveitamento da terra enquanto instrumento de produção, quer ao nível dos cuidados com as árvores, mais se faz sentir, muito por culpa dos altos rendimentos da cortiça e dos poucos impostos a que está sujeita, por isso impõe-se que em nome do superior interesse nacional se encontrem rapidamente formas de recuperação de mais valias para o povo português, geridas quer pelo estado, quer e porque não, pelas próprias autarquias locais enquanto representantes dos povos e que mais perto deles estão.
As produções florestais deste distrito resultam essencialmente das seguintes espécies:Sobreiro, azinheira, eucalipto, pinheiro bravo e outras, numa área total de 300.000 ha.
Os povoamentos existentes estão representados nas seguintes percentagens:
Sobreiro – 150.000 ha, cerca de 50%
Azinheira – 75.000 ha, cerca de 25%
Eucalipto – 45.000 ha, cerca de 15 %
Pinheiro bravo – 21.000 ha, 6 %
Outras espécies – 9.000 ha, 3 %
O sector florestal no distrito assegura ainda um número considerável de postos de trabalho na sua manutenção, na extracção e na transformação. São exemplo disso as empresas corticeiras fixadas no distrito que empregam mais de 500 trabalhadores.
A distribuição da floresta por concelhos revela que os montados de sobro dominam nos concelhos de Ponte de Sôr, Avis e Portalegre. E tem ainda boa implantação, em Alter do Chão, Castelo de Vide, Crato e Gavião.
Os montados de azinho dominam nos concelhos de Monforte, Arronches e Elvas.
O povoamento de eucalipto tem forte implantação nos concelhos de Nisa, Crato e Gavião.
Outras espécies, (castanheiro, carvalho, etc.) apenas aparecem nos concelhos de Portalegre, Castelo de Vide e Marvão sem que aqui se possam quantificar áreas com grande exactidão.
Perante esta realidade não há dúvidas acerca da importância para o emprego na agro florestal que as diversas fileiras tem no distrito, e também no contexto, social e económico conforme atrás referimos. No entanto e apesar do elevado interesse de todas elas para o produto interno do distrito são os montados de sobro os que mais nos preocupam, não só pelas razões já referidas, mas ainda pelo seu estado de degradação progressiva e que a manter-se, sem que sejam tomadas medidas urgentes, as produções suberícolas, começam de facto a ficar ameaçadas, tanto em quantidade como em quantidade.
Numa abordagem superficial deste problema como estamos hoje aqui a apresentar, não é possível, transmitir-vos o quão preocupante é esta situação, só quem por lá vive e labuta diariamente se apercebe da gravidade da situação.
Dada a importância do montado para o país e para o distrito, propõe-se:
Porque os problemas da floresta não abrangem só o distrito de Portalegre, porque se trata de um assunto de interesse nacional, pensamos que seria de grande importância o aprofundamento desta temática, se realizem encontros regionais para debate destas temáticas, envolvendo os técnicos, os produtores interessados, trabalhadores e agentes políticos.
Exigir desde já que o governo, aplique e faça cumprir a todos os agentes do sector a legislação em vigor de forma, a minimizar os efeitos negativos de práticas aplicadas, que não têm tido em conta a preservação do sector.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

O Elefante na Escuridão

(...) Alguns hindus exibiam um elefante numa tenda e muitas pessoas juntaram-se para admirar esta maravilha. Mas como o lugar era demasiado escuro para se vislumbrar o elefante, tinham de apalpá-lo com as mãos para poderem ficar com a ideia de como era.
Alguém lhe apalpou a tromba e declarou que o animal era como uma mangueira. Outro apalpou a orelha e disse que parecia um leque enorme. Outro tocou-lhe na perna e convenceu-se de que era um pilar. Contudo, um outro tacteou-lhe o dorso e proclamou: - Estais todos enganados, meus irmãos, esta criatura não passa de um grande trono.
Ao teu olho voltado ao exterior é como a palma de uma mão:
A palma não agarra a globalidade do objecto...
Ah, tu que estás adormecido neste barco do teu corpo,
Apenas vês a água; contempla a água das águas.(...)
Masnavi, Jalaluddin Rumi
Fonte: "A Filha do Contador de Histórias", de Saira Shah


domingo, 22 de novembro de 2009

Persepolis - O Filme

Persepolis é um filme de animação francês de 2007, baseado no romance gráfico auto biográfico homónimo de Marjane Satrapi. O filme foi escrito e dirigido por Satrapi e Vincent Paronnaud. A história começa pouco antes da Revolução Iraniana, em 1979 quando Marjane atinge a adolescência, e acaba quando ela é uma expatriada de 22 anos. O título é uma referência à cidade histórica de Persépolis.
O filme estreou no Festival de Cannes de 2007, onde recebeu o prémio do júri. Em seu discurso, Marjane disse que "apesar de ser um filme universal, eu gostaria de dedicar o prémio a todos iranianos".
Persepolis foi escolhido pelo governo francês para representar o país na disputa ao Óscar de melhor filme estrangeiro e, apesar de não ter sido indicado na categoria, foi um dos três indicados ao prémio de melhor filme de animação, mas acabou perdendo para Ratatouille.
Aqui podem clicar no trailer do filme.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Escuta-Activa

(...) O Homem tem duas orelhas e uma boca, para escutar duas vezes mais do que falar. (...)
Confúcio

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