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sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

A Floresta no Distrito de Portalegre

Sendo Portalegre o distrito mais a Norte do Alentejo, naturalmente que as produções florestais assumem aqui um papel determinante no rendimento da terra, tendo por isso uma importância muito relevante, nos interesses sócio-económicos instalados.
No entanto e quase por contradição é também nas explorações agro-florestais com mais cortiça que absentismo, quero nível do aproveitamento da terra enquanto instrumento de produção, quer ao nível dos cuidados com as árvores, mais se faz sentir, muito por culpa dos altos rendimentos da cortiça e dos poucos impostos a que está sujeita, por isso impõe-se que em nome do superior interesse nacional se encontrem rapidamente formas de recuperação de mais valias para o povo português, geridas quer pelo estado, quer e porque não, pelas próprias autarquias locais enquanto representantes dos povos e que mais perto deles estão.
As produções florestais deste distrito resultam essencialmente das seguintes espécies:Sobreiro, azinheira, eucalipto, pinheiro bravo e outras, numa área total de 300.000 ha.
Os povoamentos existentes estão representados nas seguintes percentagens:
Sobreiro – 150.000 ha, cerca de 50%
Azinheira – 75.000 ha, cerca de 25%
Eucalipto – 45.000 ha, cerca de 15 %
Pinheiro bravo – 21.000 ha, 6 %
Outras espécies – 9.000 ha, 3 %
O sector florestal no distrito assegura ainda um número considerável de postos de trabalho na sua manutenção, na extracção e na transformação. São exemplo disso as empresas corticeiras fixadas no distrito que empregam mais de 500 trabalhadores.
A distribuição da floresta por concelhos revela que os montados de sobro dominam nos concelhos de Ponte de Sôr, Avis e Portalegre. E tem ainda boa implantação, em Alter do Chão, Castelo de Vide, Crato e Gavião.
Os montados de azinho dominam nos concelhos de Monforte, Arronches e Elvas.
O povoamento de eucalipto tem forte implantação nos concelhos de Nisa, Crato e Gavião.
Outras espécies, (castanheiro, carvalho, etc.) apenas aparecem nos concelhos de Portalegre, Castelo de Vide e Marvão sem que aqui se possam quantificar áreas com grande exactidão.
Perante esta realidade não há dúvidas acerca da importância para o emprego na agro florestal que as diversas fileiras tem no distrito, e também no contexto, social e económico conforme atrás referimos. No entanto e apesar do elevado interesse de todas elas para o produto interno do distrito são os montados de sobro os que mais nos preocupam, não só pelas razões já referidas, mas ainda pelo seu estado de degradação progressiva e que a manter-se, sem que sejam tomadas medidas urgentes, as produções suberícolas, começam de facto a ficar ameaçadas, tanto em quantidade como em quantidade.
Numa abordagem superficial deste problema como estamos hoje aqui a apresentar, não é possível, transmitir-vos o quão preocupante é esta situação, só quem por lá vive e labuta diariamente se apercebe da gravidade da situação.
Dada a importância do montado para o país e para o distrito, propõe-se:
Porque os problemas da floresta não abrangem só o distrito de Portalegre, porque se trata de um assunto de interesse nacional, pensamos que seria de grande importância o aprofundamento desta temática, se realizem encontros regionais para debate destas temáticas, envolvendo os técnicos, os produtores interessados, trabalhadores e agentes políticos.
Exigir desde já que o governo, aplique e faça cumprir a todos os agentes do sector a legislação em vigor de forma, a minimizar os efeitos negativos de práticas aplicadas, que não têm tido em conta a preservação do sector.

sábado, 4 de julho de 2009

Azinheira - A árvore da resistência

As azinheiras (Quercus ilex), também conhecidas como Carvalho, são árvores que chegam a medir até 10 metros, da família das fagáceas, de folhas discolores, ligeiramente espinhosas nos espécimes adultos, flores masculinas em amentos, as femininas em panículas, e frutos ovóides, revestidos, em parte, por escamas.
Nativas da região Mediterrânica da Europa e Norte da África, a sua madeira é dura e resistente à putrefação, sendo largamente utilizada, desde a antiguidade até os dias actuais na construcção (vigas e pilares), no fabrico de ferramentas, embarcações e barris para envelhecimento de vinhos. Ainda hoje, a sua madeira também é utilizada como lenha e no fabrico de carvão, que continua sendo importante fonte de combustível doméstico em muitas regiões Ibéricas.
Actualmente em Portugal (no Alentejo) e em Espanha,(na Extremadura) cultivam-se nomeadamente pelos seus frutos, as bolotas, que servem de alimento ao porco de montado (porco preto) para a produção do famoso "Jamón Serrano" (presunto). Além disso também servem como alimento para o homem, e comem-se torradas ou em forma de farinha, e pode-se fazer licor, que é a tipica bebida extremenha espanhola, conhecida mesmo como "O beijo extremenho". Os frutos também apresentam propriedades desinfectantes e, fervidos, são popularmente utilizados no tratamento de pequenas infecções.
Fonte: Wikipédia

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